Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Alegre. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuel Alegre. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O peso dos movimentos cívicos


Como anarquista, concordo com a posição de Manuel Alegre, no que toca à arrogância da actual ministra da Educação perante a grande manifestação de professores, que teve recentemente lugar em Lisboa. Manuel Alegre fez uma análise detalhada deste fenómeno no editorial da revista Ops!, publicado no site do MIC, do qual fazemos eco nesta notícia que publicámos no Contracorrente, retirada do jornal Publico.pt.

Trata-se de um fenómeno - esta concentração única de cidadãos em torno de um mesmo projecto - que não pode nem deve ser ignorado pelo poder instituído, especialmente quando o mesmo se auto-intitula "socialista". A vontade das classes profissionais tem de ser ouvida pelos detentores dos cargos públicos, de forma a que o poder não trabalhe de forma autocrática, como é o caso da actual ministra da Educação, na sua recusa obstinada em valorizar as exigências dos professores.

É neste domínio da defesa dos interesses dos cidadãos que os movimentos cívicos como o MIC e tantos outros têm um importantíssimo papel a desempenhar na democracia do terceiro milénio. Uma democracia que se pretende participada por todos e não apenas pelos órgãos sindicais e partidos políticos institucionalmente estabelecidos. Esta é a minha actual perspectiva enquanto anarquista, dedicado à luta contra o poder e contra o Estado.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Manuel Alegre na luta contra a pobreza


O espírito tacanho que herdámos da longa noite fascista dificulta-nos frequentemente captar os novos fenómenos políticos que foram surgindo nesta era em que vivemos. Talvez possamos perder esta onda, se não fizermos um esforço para nos adaptar. Confesso que eu próprio sofro do mesmo mal, sempre que tento ver a política à maneira do século XX, do milénio que ficou para trás. No entanto, luto contra o comodismo, contra a acomodação, como anarquista que me prezo de ser.

Agitou os frios corredores do poder a recente atitude do Manuel Alegre, que resolveu participar activamente num comício contra as desigualdades e as injustiças sociais, que juntou em Lisboa militantes e apoiantes do Bloco de Esquerda e da Renovação Comunista, além de "históricos" do Partido Socialista. Sugiro que leiam esta notícia que publiquei no meu site Contracorrente, retirada do jornal Publico.pt, para mais pormenores sobre este evento único.

Manuel Alegre, que declarou estar no comício para "quebrar o tabu e o preconceito segundo o qual as esquerdas não se podem unir", afirmou que "a pobreza é uma tragédia, não é uma fatalidade como a direita quer fazer crer, mas um problema estrutural que resulta de um esquema económico". Sendo assim, pergunto eu, porque motivo é que fazemos perdurar este mesmo esquema económico, conhecendo-lhe todos os defeitos e todas as terríveis consequências sociais? Seremos masoquistas? O que é que mantem no poder um PS que governa contra os cidadãos?