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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Referendo, já!

Custa-me francamente muito escrever este post, uma vez que retrata uma situação que, até agora, julgava inimaginável na nossa vida política. Ontem, o Sócrates, que tem sido até há data primeiro-ministro de Portugal, metamorfoseou-se! Transformou-se no chanceler do III Império Português. Julgo que não houve cidadão avisado que não temesse esta transformação, embora prevalecesse o bom-senso de pensar que a Democracia acabava por vingar, em último lugar. Pois, não vingou. Ainda... O Sócrates foi à Assembleia da República, actual Reichstag, afirmar peremptoriamente que não vai haver referendo de espécie alguma sobre o Tratado da União Europeia, eufemisticamente conhecido como "Tratado de Lisboa".

Levantaram-se imensas vozes de protesto, mas o novo chanceler disse que "não e não"! Sugiro que leiam esta notícia que publiquei no meu site Contracorrente, para que saibam exactamente o que o Sócrates disse no, agora, velho Parlamento. Já na noite anterior, o antigo Partido Socialista tinha estado reunido no seu Largo do Rato até às tantas da madrugada para dissuadir o seu Führer de avançar com ideia tão fascista. Pelo menos, para já. "Calma lá, ó camarada, que ainda perdemos votos", "não sejas tão teimoso, ó chefe", "mas isto assim é o regabofe total", etc. etc. Nada. A ideia dele - do falso pintor-engenheiro - já lhe vinha enfiada na cabeça. Não vai haver referendo. Ponto final.

Assistimos ontem ao fim do Partido Socialista, tal como sempre o conhecemos. Agora, finalmente - para alívio das nossas consciências amordaçadas por um Super-Ego 25-de-abrilesco - podemos dar-lhe um novo nome. Partido Nacional-Socialista. O inimigo assumiu a sua verdadeira face e nós, anarquistas e democratas, podemos lutar contra ele com novas armas. As armas da Democracia, tal como sempre a conhecemos até agora e desde sempre. Este novo arremedo hitleresco não nos vai fazer desistir da exigência primordial: