No Portugal dos nossos dias vigora uma nova espécie de regime político, caracterizado pela ausência de escrúpulos e de respeito pela lei. Como referi no post anterior, este novo al caponismo dita as suas ordens, ignorando o funcionamento tradicional da democracia representativa. E o que é mais assustador é que o Sócrates e seus capangas, bem assentes numa maioria absoluta, fazem dos cidadãos meros instrumentos da sua vontade. As pessoas, os indivíduos, os cidadãos afinal, deixaram de contar.
Acontece que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) apresentou uma proposta ao governo, segundo a qual será o consumidor a pagar a utilização dos novos contadores de electricidade, que vão ser alterados. Vão ser seis milhões de contadores que vão ser substituídos por uma espécie de aparelhos digitais, que efectuarão aquilo que passaram a designar por telecontagem. Produtos deste admirável mundo novo. Sugiro que leiam esta notícia que publiquei no meu site Contracorrente sobre este tema.
Claro que está errado. A DECO já se opôs a que fossem os consumidores a pagar esta despesa, que devia ser suportada pela EDP. Na nossa vizinha Espanha, o governo deles deu indicações – imagine-se, tão democráticos! - para que esse custo fosse suportado pelos operadores, o que acho lógico. Afinal, são estes que beneficiam com o novo sistema. Ora, para não chocar o cidadão, o Manuel Pinho, o da Economia, disse que “por agora avançamos só com projectos-piloto”. Todos sabemos o que ele quer dizer. É que, na realidade, vão avançar. À custa do cidadão depauperado.
Acontece que a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) apresentou uma proposta ao governo, segundo a qual será o consumidor a pagar a utilização dos novos contadores de electricidade, que vão ser alterados. Vão ser seis milhões de contadores que vão ser substituídos por uma espécie de aparelhos digitais, que efectuarão aquilo que passaram a designar por telecontagem. Produtos deste admirável mundo novo. Sugiro que leiam esta notícia que publiquei no meu site Contracorrente sobre este tema.
Claro que está errado. A DECO já se opôs a que fossem os consumidores a pagar esta despesa, que devia ser suportada pela EDP. Na nossa vizinha Espanha, o governo deles deu indicações – imagine-se, tão democráticos! - para que esse custo fosse suportado pelos operadores, o que acho lógico. Afinal, são estes que beneficiam com o novo sistema. Ora, para não chocar o cidadão, o Manuel Pinho, o da Economia, disse que “por agora avançamos só com projectos-piloto”. Todos sabemos o que ele quer dizer. É que, na realidade, vão avançar. À custa do cidadão depauperado.